Know-Why

By , 28/03/2011 8:59 AM

No final do ano passado participei do primeiro treinamento “Do Scrum ao Kanban” com o Alisson Vale e o Rodrigo Toledo e o primeiro “a-ha moment” do curso veio logo no começo com a seguinte frase:

Em desenvolvimento de produtos, especialmente em cenários de inovação, progresso não é medido pela quantidade de tijolos colocados ou a colocar, mas pela sucessão de descobertas adquiridas, e pela continua validação de suposições estabelecidas.

Esta frase, IMHO, traduz de maneira brilhante o resultado exato do dia-a-dia de uma equipe em um projeto de desenvolvimento de software e resume também de maneira brilhante a diferença entre um projeto passível de ser gerenciado usando um processo prescritivo de outro que necessita de um processo adaptativo.

Logo após o curso eu decidi ler (desta vez do início ao fim) o livro Managing de Design Factory do Donald Reinertsen. Eu considero este livro uma obra-prima e absolutamente indispensável ao Gerente de Projetos de desenvolvimento de software, em especial aos praticantes das metodologias ágeis.

Por que o desenvolvimento de software requer um abordagem diferente da adotada na maioria dos projetos das outras áreas? Por que devemos usar iterações e por que elas devem ser tão curtas quanto possível? Por que não devemos realizar toda a análise antes do desenvolvimento?

Na introdução do livro o autor cita a seguinte passagem do livro Non-Stock Production de Shigeo Shingo (um dos grandes nomes do Sistema Toyota de Produção):

he was constantly visited by Americans seeking know-how, but he rarely saw any interested in know-why.

E reforça:

It is only with the knowledge of why that you gain the ability to adapt an approach to a specific situation in a constantly changing world.

Este livro apresenta um conjunto de ferramentas (modelo econômico, teoria das filas, teoria da informação e teoria de sistemas) – chamadas pelo autor de thinking tools – que sustentam a adoção de um outro conjunto de ferramentas (ex: colocation, cost of delay, iterações etc.) – chamadas pelo autor de action tools – que são essenciais para o sucesso no desenvolvimento de produtos, assim como, no desenvolvimento de software.

As metodologias ágeis mostram como um projeto de desenvolvimento de software deve ser gerenciado para que os resultados sejam positivos. Este livro mostra os porquês e fornece argumentos sólidos para adoção de um processo adaptativo em tais projetos.

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